Acessibilidade em Fernando de Noronha

Acessibilidade em Fernando de Noronha

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha está realizando obra na trilha suspensa que dá acesso ao Mirante Dois Irmãos. Segundo informações do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), quando os trabalhos forem concluídos, cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção vão ter acesso ao Mirante com vista para a Baía dos Porcos e o Morro Dois Irmãos. 

A trilha suspensa, inaugurada em 2012, inicia no PIC Sancho (Posto de Informação e Controle) e atualmente possibilita a acessibilidade até entrada do Mirante. A Econoronha, empresa concessionária dos serviços turísticos do Parque, é responsável pela obra.

A previsão é que o serviço seja concluído em 90 dias. “É mais um passo para a melhoria da experiência do turista na ilha de Fernando de Noronha e mais um aparelho público para que a comunidade local possa desfrutar de tão linda vista”, explicou o chefe do Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio, Felipe Mendonça.

O Instituto Chico Mendes informa que após a conclusão do Mirante, vai ser realizada a reforma na escada de alvenaria do Sancho. A escadaria vertical conta com 208 degraus. Os sites especializados classificam a Praia do Sancho como a praia mais bonita do mundo.

Ministério das Cidades revoga portaria que alterava normas de acessibilidade em programas habitacionais

Medida foi publicada em 19 de junho  no Diário Oficial e atende recomendação feita pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão –

O Ministério das Cidades decidiu revogar a Portaria nº 355, de 28 de abril de 2017, que regulamentava parâmetros de acessibilidade nas unidades dos programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos. Conforme apontou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, a portaria estabelecia critérios de acessibilidade inferiores aos estipulados na legislação, não prevendo o total cumprimento da Norma de Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos (NBR 9050) ou outra norma técnica que viesse a substituí-la.

A revogação da portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19) e atendeu recomendação feita pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, e pelo procurador da República Fabiano de Moraes, que coordena o Grupo de Trabalho Inclusão de Pessoas com Deficiência, da PFDC.

Saiba mais – Embora anunciasse que seu objetivo era regular a aplicação do art. 32 da Lei Brasileira de Inclusão (Nº 13.146/2015), que trata do direito à moradia, a Portaria Nº 355/2017 trazia redação contrária ao disposto na LBI, sugerindo a interpretação de que a acessibilidade estaria limitada a apenas 3% das unidades dos pavimentos térreos das unidades habitacionais multifamiliares, quando, na verdade, a legislação aponta esse como índice mínimo a ser cumprido.

Na recomendação encaminhada ao Ministério das Cidades, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão apontou ainda que a portaria governamental criava uma interpretação conjunta de dois diferentes dispositivos da Lei Brasileira de Inclusão (incisos I e II), resultando em uma indevida redução das unidades habitacionais que obrigatoriamente devem estar acessíveis.

Para o órgão do Ministério Público Federal, além de acarretar graves prejuízos às pessoas com deficiência, a portaria do Ministério das Cidades também implicaria na responsabilidade dos empreendedores que se utilizam de recursos públicos para construções habitacionais em desacordo com as normas legais de acessibilidade.

Associação de cegos critica diretor de Acessibilidade de Porto Alegre: “Claro despreparo”

Gabriel Alban afirmou que, na Capital, “às vezes é melhor atender a um grupo maior”, como cadeirantes e idosos

A declaração de um dos diretores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) de Porto Alegre revoltou a Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs). Em reportagem de Zero Hora, o responsável pela área de Acessibilidade e Inclusão do município, Gabriel Piazza Alban, afirmou que “às vezes é melhor atender a um grupo maior: tem mais cadeirantes, idosos, obesos e pessoas com carrinhos de bebês do que cegos”.

Para a Acergs, “as declarações denotam claro despreparo do diretor para o exercício da função” e que há, por parte dele, “completo desconhecimento do conceito de acessibilidade universal”. A entidade ainda diz que “segundo o Censo 2010 do IBGE, 249 mil ou 15% da população porto-alegrense possui deficiência visual em algum nível”.

Procurado por ZH, Alban afirmou, por meio da assessoria de imprensa da SMDS, que prefere não se manifestar sobre o assunto.

Confira na íntegra a nota da Acergs:

“A Associação de Cegos do Rio Grande do Sul ACERGS, repudia veementemente as declarações feitas pelo Diretor de Acessibilidade e Inclusão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social SMDS de Porto Alegre _ Sr. Gabriel Piazza Alban, em reportagem veiculada, na edição do último final de semana (17 e 18/6), no jornal Zero Hora. Diz o diretor: “A obra está em fase de conclusão. Vai ser colocado o piso tátil na região correta para melhorar a sinalização. Às vezes é melhor atender a um grupo maior: tem mais cadeirantes, idosos, obesos e pessoas com carrinhos de bebês do que cegos. Estamos buscando uma melhoria, mas é complicado de conseguir agradar a todo mundo.” As declarações denotam claro despreparo do diretor para o exercício da função, haja vista o completo desconhecimento do conceito de acessibilidade universal e o inadmissível desrespeito com as Entidades, Conselhos e comunidade de pessoas cegas e com baixa visão de nossa Capital, manifestado em suas palavras. Segundo o Censo 2010 do IBGE, 249 mil ou 15% da população porto-alegrense possui deficiência visual em algum nível.É inconcebível que o gestor incumbido de coordenar as políticas públicas para pessoas com deficiência de uma metrópole brasileira, tenha posições tão antagônicas a preceitos apregoados e difundidos, ao menos teoricamente, no sentido de se buscar atingir ao máximo a inclusão social e a acessibilidade universal e, tão desconexas das práticas esperadas nos tempos atuais, onde se almeja alcançar um futuro com uma sociedade bem menos discriminatória e mais solidária, justa e igualitária”.

Unoesc oferece curso de extensão sobre acessibilidade aplicada

Com o objetivo de ampliar o conhecimento em acessibilidade e auxiliar na elaboração de projetos, laudos e obras, a Unoesc Joaçaba promove o curso de extensão “Acessibilidade Aplicada”. As aulas da primeira turma foram realizadas entre março e junho deste ano, e contou a participação do professor Eduardo Ronchetti, conhecido nacionalmente pelo seu excelente trabalho nessa área. Agora, o curso está com inscrições abertas para a segunda turma, até 31 de julho, por meio do site da Unoesc.

O curso é pioneiro na região e visa atender à necessidade urgente de adaptação dos imóveis existentes. Fizeram parte da primeira turma, 33 alunos, entre engenheiros e arquitetos. Durante as aulas, eles foram divididos em grupos, chamados de escritórios de acessibilidade. Cada escritório tinha um desafio de projeto acessível a ser feito, desde obras novas até reformas e adaptações em edificações existentes. Houve uma troca de conhecimento e uma leitura profunda de normas e legislações, podendo colocar em prática todo o conhecimento adquirido ao longo do curso.

Na coordenação do curso esteve à frente o professor Fabiano Nienov e a professora Angela Zamboni Piovesan, que é coordenadora do curso de Engenharia Civil da Unoesc Joaçaba e que também participou da extensão como aluna. Ela destaca que o curso foi uma oportunidade para os alunos elaborarem diversos projetos de acessibilidade, aliando a teoria com a prática.  Um dos grupos, por exemplo, fez um projeto com adaptações no edifício Pedrini em Joaçaba, como se uma moradora tivesse deficiência visual.

O curso foi altamente profissional, teve uma troca de experiências bastante grande entre o professor e os alunos, que diariamente se deparam com adaptações, reformas e novos projetos de acessibilidade. Houve muita atividade prática no desenvolvimento de projetos 100% acessível, como também no que se refere a mobilidade urbana, pensando nas cidades e em sua população — analisa Piovesan.

Quem ministrou o curso foi o especialista em Projetos e Laudos de Acessibilidade, Eduardo Ronchetti De Castro. Ele tem diversos vídeos publicados no YouTube e também um número expressivo de trabalhos em acessibilidade, realizados no Brasil. Desde 2003, trabalha nessa área, se dedicando em aplicar soluções inovadoras e eficientes em desenho universal, deixando o imóvel totalmente acessível.

A nossa missão é promover a adaptação de espaços públicos e privados, eliminando barreiras arquitetônicas das áreas de circulação e garantindo o direito de ir e vir a todas as pessoas, inclusive às pessoas com deficiência — afirma Ronchetti.

Além da presença do professor Eduardo Ronchetti, o curso contou a participação do promotor de Justiça de Joaçaba, Jorge Eduardo Hoffmann, para falar sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Lei de Acessibilidade em Joaçaba e sobre o futuro da acessibilidade em Santa Catarina.

No site da Unoesc estão disponíveis todas as informações sobre a segunda turma do curso de extensão em Acessibilidade Aplicada. São 30 vagas e as aulas ocorrerão de agosto a dezembro. Em caso de dúvidas, é só entrar em contato, por telefone (49) 3551-2118 ou por e-mail (lucas.zampieri@unoesc.edu.br), com o professor Lucas Quiocca Zampieri, que será o coordenador da segunda edição do curso.

“Soluções para pessoas com deficiência são um grande negócio”

Janílson Bezerra, diretor de inovação e novos negócios da TIM Brasil, fala ao #blogVencerLimites sobre as apostas da operadora em aplicativos de acessibilidade para alavancar vendas. “Empresas que investem nesse público ganham clientes de qualidade”, diz o executivo. A companhia é parceira do ‘Giulia’, software que traduz para áudio os sinais feitos em Libras.

Os investimentos em soluções de acessibilidade, comunicação e interação entre pessoas com deficiência e a sociedade têm ganhado força em vários setores, principalmente nas telecomunicações, não somente pela responsabilidade social das empresas, mas também para alavancar negócios.

E a parceria de grandes corporações com empreendedores no desenvolvimento desses aplicativos é uma realidade crescente do setor. No caso da TIM Brasil, que mantém um programa de inovação para conversar com startups e o mundo acadêmico, a primeira grande aposta é o ‘Giulia’, que traduz os movimentos da Libras (Língua Brasileira de Sinais) para áudio em português.

“O aplicativo combina três itens transformadores na sociedade: conectividade, uso do smartphone e a inclusão. Essa união permite o uso da solução para empoderar as pessoas com deficiência auditiva na relação de trabalho”, diz Janílson Bezerra, diretor de inovação e novos negócios da TIM Brasil.

Bezerra afirma que as relações entre pessoas com deficiência, que consomem produtos e serviços, e as empresas prestadoras vão se intensificar. “São clientes de qualidade, fiéis, que reconhecem o valor dessas soluções e aplicativos, avaliam seus gastos com cuidado, fazem compras conscientes, tomam suas decisões com base nos dilemas que encontram no dia a dia”, afirma.

“É sim uma alavanca de negócios porque a pessoa com deficiência, quando tem acesso ao trabalho, tem renda, salário, maior capacidade de interação e até de empreender, é capaz de quebrar barreiras e gerar valor”, ressalta o executivo.

Para o diretor da TIM, muitas empresas não conseguem cumprir as exigências da Lei nº 8.213/1991, a chamada Lei de Cotas, porque não têm as ferramentas adequadas para promover integração, comunicação e fluidez no trabalho.

“Se a indústria souber utilizar os mecanismos adequedos, consegue obter da pessoa com deficiência a melhor performance possível”, comenta Bezerra.

O investimento da TIM no ‘Giulia’ mostra que há um envolvimento mais aprofundado com o público formado por pessoas com deficiência, uma descoberta desse consumidor. “Smartphones são grandes hubs (concentradores) tecnológicos, mas o usuário acaba esquecendo do que existe por trás desse funcionamento. E o desafio do aplicativos é usar todos os recursos desses aparelhos”, diz o diretor.

Com o Giulia instalado no smartphone, o usuário prende o aparelho ao antebraço com uma braçadeira equipada com sensor. A pessoa faz os sinais, que são imediatamente traduzidos em áudio para a língua portuguesa. O app também intepretação em Libras as palavras de uma conversa.

O aplicativo tem base em inteligência artificial. A braçadeira capta os sinais biológicos dos músculos do antebraço e da mão, transmite por bluetooth ao smartphone em áudio e sinais executados por um avatar. O Giulia tem ainda funções como despertador, babá eletrônica, conferência e até emergência.

A ação faz parte de uma série de iniciativas do programa TIM Acessível, que promove o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho e a inclusão por meio da tecnologia. A empresa investe no talento de pessoas com deficiência e na educação inclusiva. No ano passado, a operadora lançou os ‘Emoti Sounds’, figuras com áudio real que apresentam ao usuário a verdadeira emoção do ícone usado, projeto desenvolvido com colaboração do Instituto Benjamin Constant.

O #blogVencerLimites foi ao Rio de Janeiro, a convite da TIM Brasil, para conhecer os detalhes da parceria, apresentados nesta terça-feira, 13, na sede do INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos).

“A meta é ampliar a acessibilidade ao dar visibilidade e capilaridade ao projeto, oferecendo especialmente a empresas uma solução inovadora para ampliar a inclusão de pessoas com deficiência no quadro de colaboradores”, disse Janilson Bezerra durante o evento. “Queremos identificar e trabalhar em parceria com empresas interessadas em negócios complementares”, destacou o executivo.

“Muitas pessoas com deficiência auditiva, principalmente aquelas que nascem surdas nos estados mais pobres, não foram alfabetizadas. Isso exclui do acesso à Educação, criando uma dificuldade ainda maior de ascensão social”, afirma o professor Manoel Cardoso, líder do projeto.

O aplicativo está livre para download no Google Play. Alguns smartphones ainda não suportam a tecnologia. No site do ‘Giulia’ está uma lista de dispositivos que aceitam o software.

O que a sua empresa perde quando não aposta na acessibilidade digital

Tem dois temas que a gente aborda bastante aqui no Blog: acessibilidade digital e legislação. Não é nenhuma novidade que a Lei Brasileira de Inclusão – a principal lei sobre acessibilidade do país – espera que as organizações estejam acessíveis em diferentes dimensões. Arquitetura, comunicação, atendimento… tudo precisa estar acessíveis. E os espaços virtuais também entram nessa história. Como diz o artigo 63 da LBI:

“É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”

A gente já mostrou o que fazer para deixar o seu site acessível segundo a LBI, mas hoje a gente quer te mostrar porque fazer isso pode ser uma grande oportunidade de negócio!

O futuro é digital

Todo mundo sabe o quanto a internet é importante na nossa vida. As redes sociais são o principal canal de comunicação de muita gente e nunca se comprou tanto pela internet. As empresas sabem do potencial dos canais digitais já há algum tempo e têm investido muito na comunicação online. Para se ter uma ideia, o gasto com anúncios digitais cresceu 26% em 2016 – um ano de crise econômica em que a maioria dos setores teve grandes prejuízos. Isso sem falar no quanto as mídias sociais aumentaram o poder dos consumidores, que podem derrubar ou levar uma marca ao sucesso apenas com um clique. Todo mundo sabe disso, e as organizações, mais do que nunca, querem aproveitar esse cenário para crescerem.

Diante disso, é de se esperar que cada vez mais as empresas tenham o canal digital como o principal canal de comunicação de marca. E a pergunta que fica é: como fazer para chamar a atenção do consumidor no meio de tantas marcas? Como se diferenciar da concorrência?

É aí que entra a acessibilidade digital. O número de sites acessíveis no Brasil é muito pequeno, só cerca de 2% do total de páginas. Possibilitar que pessoas com diferentes tipos de deficiência possam acessar e consumir o conteúdo do seu site é uma grande oportunidade de posicionar sua marca como inovadora e preocupada com os problemas sociais. E não tem problema nenhum em divulgar a acessibilidade da sua marca, desde que você faça isso da maneira correta.

Acesse um mercado enorme

Mais de 45 milhões de brasileiros e brasileiras têm algum tipo de deficiência. Quando o seu site não está acessível, você deixa de se comunicar com muita gente! Investir em acessibilidade digital é falar com quem ninguém fala e ter a oportunidade de oferecer seus produtos ou serviços a quem geralmente não tem acesso a eles, mas quer ou precisa.

Você pode ampliar seu mercado de duas formas: em primeiro lugar, porque conversa com um público novo. E em segundo, porque incentiva que mais pessoas com deficiência acessem a internet e consumam conteúdo online, já que elas vão conseguir fazer isso se os sites forem acessíveis!

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