Acessibilidade para cadeirante é feita nos detalhes

Acessibilidade para cadeirantes hoje é um assunto bem propalado, além de ser uma exigência da lei federal.

Entretanto, não adianta investir em construções que buscam ser acessíveis ao cadeirante, sem observar os detalhes, pois a verdadeira acessibilidade está nos detalhes.

Por exemplo, ao instalar uma soleira de granito na entrada de uma porta, geralmente se deixa um pequeno ressalto de aproximadamente 5 cm. Isto é suficiente para derrubar um cadeirante.

Vejo muitas edificações com rampas bem feitas e bonitas, mas ao chegar ao topo, na hora do arremate final da impulsão que o cadeirante dá para acabar de subir, ele encontra pela frente uma soleira com ressalto de 5 cm, a rodinha da frente de sua cadeira de rodas trava e ele cai.

Outras vezes entramos em um banheiro muito bem feito, dentro do tamanho correto para o cadeirante fazer as manobras necessárias com sua cadeira de rodas, com barras de apoio etc. Porém.  com a porta abrindo para dentro, o que em muitos casos torna impossível seu fechamento, pois não sobra espaço para isso, ela bate na cadeira de rodas. As portas de banheiros para cadeirante devem abrir para fora, a menos que o banheiro seja suficientemente grande para que seja possível fechá-la.

Na hora de se executar a acessibilidade é preciso abrir mão de costumes e conceitos antiquados.

Em geral os pedreiros se recusam a fazer do modo correto, alegando que sempre fizeram daquele jeito, coisa e tal. Os arquitetos também erram muito, pois na maioria das vezes eles priorizam a beleza, a forma em total detrimento da funcionalidade. Isso pra mim é o mais triste. O pedreiro eu até compreendo, é um homem sem instrução, mas arquitetos… Misericórdia!

Acessibilidade para cadeirante deve levar em consideração justamente as limitações físicas de quem precisa usar uma cadeira de rodas. Se a pessoa tem essa necessidade, as coisas devem ser facilitadas para ela, não para quem já possui todas as condições físicas.

Por isso, os detalhes fazem toda a diferença. Muitas e muitas vezes (isso acontece quase todos os dias) cheguei a lugares tidos como acessíveis, mas não pude usar quase nada, exatamente por causa dos detalhes que priorizaram a beleza e impediram sua usabilidade por parte do cadeirante.

Precisamos aprender aqui no Brasil, a fazer bem feito, a fazer da forma correta. Temos que parar urgentemente com essa mania de achar que fazendo um ou dois pontos corretos, podemos improvisar no restante ou deixar o restante do nosso jeitinho particular de embelezamento. Não. Precisamos deixar usual, funcional. Se puder ser bonito bem, se não puder, amém.

Acessibilidade: colabore com nossa luta

Você não imagina a força que pode nos dar apenas compartilhando este artigo. Portanto te peço: compartilhe. Outra coisa que ajuda demais, inscreva-se em nossas redes sociais através dos links abaixo. Isso ajuda gigantescamente nossa luta.

http://youtube.com/vaicadeirante

http://facebook.com/vaicadeirante

Junte-se a nós!

Deixe seu e-mail e receba vídeos e dicas imperdíveis para você ter qualidade de vida!>

O que você achou? Deixe seu comentário: