Atividades físicas para cadeirantes

Até 1988 eu nunca tinha entrado em uma academia de ginástica. É válido lembrar que na década de 80 elas explodiram por todo o Brasil. Existiam diversas competições de ginástica aeróbica entre trios formados sempre por um homem e duas mulheres. Foi quando o culto ao corpo perdeu a timidez e se impôs com força total e absoluta dentro da nossa sociedade. Imagina ser um jovem deficiente físico nessa época. Eu era.

Naquele tempo ninguém levava em conta o cadeirante e suas dificuldades. Mas eu tinha um amigo, Joaquim, recém-formado em educação física. Ele trabalhava em uma academia e, de modo pioneiro, acreditava que as atividades físicas para cadeirantes eram possíveis sim.

Um belo dia ele me convidou para frequentar a academia onde trabalhava. E para me incentivar e tentar implantar essa então nova filosofia, não me cobrou nada. Confesso que fiquei gelado, pois aquele era um mundo que só dava valor a quem tivesse físicos perfeitos. Cadeirantes, obesos etc. não eram bem recebidos. Os únicos exercícios para cadeirantes que existiam era a fisioterapia, que na verdade é um tratamento médico, não um esporte para pessoas com deficiência.

Apesar do medo, lá fui eu. Cheguei bem cedo e o Joaquim logo me explicou o funcionamento dos aparelhos e começou a me orientar em uma série de exercícios físicos que jamais eu experimentara na vida. Eu estava adorando aquilo. Mas no terceiro dia, a dona da academia apareceu, chamou meu amigo em um canto, deu-lhe um baita sermão e o proibiu de continuar o trabalho. Fui praticamente proibido de voltar lá. E olha que aquela mulher era fisioterapeuta de formação. Mas estava pouco se lixando para os cadeirantes e suas dificuldades.

2. Exercícios para cadeirantes

De 1988 para cá o mundo, felizmente, mudou e mudou muito. Naquele tempo sequer um cadeirante era mostrado na televisão. Alegavam que isso iria constranger as pessoas. Ora, fosse assim as pessoas desmaiariam por onde eu passasse. Que argumento mais idiota! Hoje, os cadeirantes fazem parte de comerciais de televisão. E tem mais é que fazer, pois somos milhões de brasileiros que também compram e geram lucro para os anunciantes.

Como parte dessa mudança, as academias de hoje possuem toda uma infraestrutura não somente para aplicar exercícios físicos para cadeirantes, bem como para o pessoal da terceira idade. Primeiro porque isso é o correto a se fazer dentro de uma sociedade. Segundo porque descobriram que as pessoas com deficiência são um gigantesco filão, que gera um lucro enorme. No entanto, estavam jogando dinheiro fora por causa do preconceito. Simples assim.

3. A criança cadeirante

Criança cadeirante

Felizmente a criança cadeirante de hoje encontra uma realidade muito diferente daquela de minha infância. Até as cadeiras de rodas são muito, muito melhores. Além da tecnologia, elas possuem um design descolado, alegre, cheio de vida. Isso levanta a autoestima da criança cadeirante e facilita seu dia a dia junto com os amiguinhos.

Hoje também há toda uma série de situações preparadas para a criança cadeirante, desde acessibilidade nas escolas e ônibus escolares, até parques infantis que já começam a ter brinquedos adaptados para que a criança cadeirante possa também se divertir tanto quanto as demais crianças, em vez de ser obrigada a ficar apenas olhando ou a fazer um sacrifício descomunal para tentar se integrar e usar aqueles brinquedos junto com os amiguinhos, que era o que eu, no meu tempo, fazia com tremendo sacrifício.

4. Esporte para pessoas com deficiência

O esporte também mudou demais. Basta olhar para a importância que hoje tem as paralimpíadas. Quem ouvia falar nelas há 20 anos? Hoje praticamente todas as modalidades esportivas também são praticadas por pessoas com deficiência.

Quando finalmente o preconceito foi derrubado e as competições começaram a ser mostradas pela televisão e os campeonatos passaram a ser cobertos pela imprensa esportiva, o tal constrangimento alegado não veio. O que veio foi uma grande admiração das pessoas pela garra e competitividade dos atletas com deficiência.

Este conjunto de fatores ajuda a cada dia a quebrar mais e mais o preconceito contra as pessoas com deficiência, o que leva as empresas a abrirem as portas para receber essas pessoas, pois se têm competência para competir de forma tão acirrada, é claro que também possuem capacidade para produzir de forma eficaz e até brilhante dentro de qualquer organização corporativa.

5.    Esporte é saúde

A fisioterapia cura a lesão. Mas o esporte cura a cabeça. Ele produz alegria, autoestima, amizades, viagens, socialização. Tudo isso evidentemente só pode gerar saúde, muita saúde mental e física em qualquer pessoa. E por que razão deixar os cadeirantes e demais pessoas com deficiência de fora? Não. Não há razão. Esporte é acima de tudo integração. Portanto, todos, sem distinção, devem, sim, ser integrados através dessa maravilha chamada esporte.

Pratique esportes. No início pode ser difícil para quem está há muito tempo parado. Mas vá fazendo um pequeno esforço por dia. Quando menos perceber já estará avançado nas atividades físicas para pessoas com deficiência. Há vários cadeirantes no mundo levando uma vida bem mais abundante do que muitos andantes por aí. Vença sua timidez inicial, sua falta de coragem para encarar as atividades físicas. Vá em frente apesar do medo e da sua timidez. Em muito pouco tempo você estará rindo delas. Comigo foi assim. Com você também será. Não tenho nenhuma dúvida disso!

6.    O custo financeiro do esporte

Tudo na vida tem um custo financeiro. O mundo funciona assim. É a melhor forma que já conseguimos alcançar. Certamente se houvesse outra a humanidade inteira já a teria adotado, pois ninguém é bobo. Entretanto, até hoje esta é a única fórmula que funciona. Não adianta ficarmos criticando essa força. A melhor decisão é utilizá-la a nosso favor.

A grande e maravilhosa notícia é que hoje o cadeirante ou mesmo o andante pode ganhar um bom rendimento dentro de casa ou enquanto viaja para praticar seu esporte favorito nas mais diversas competições realizadas mundo afora. Tudo através de um simples notebook. Como isso é possível? Clique aqui e veja o vídeo até ao fim. Depois é com você.

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Um forte abraço, sucesso e que Deus te abençoe.

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