Cadeirantes têm acesso à Cachoeira Véu de Noiva

Cadeirantes têm acesso à Cachoeira Véu de Noiva

A partir de agora, pessoas com deficiência ou algum tipo de limitação física poderão conhecer a cachoeira Véu de Noiva, um dos principais pontos turísticos de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, em uma cadeira de rodas adaptada. O equipamento foi doado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot).

A cadeira será usada para permitir a acessibilidade de cadeirantes até o mirante. A entidade também deve reformar o auditório e os banheiros do Parque Nacional para tornar os locais acessíveis.

O presidente da Sociedade de Ortopedia e Traumatologia, Márcio Augusto Mendes, informou que a cadeira foi adaptada pelo casal Guilherme Simões Cordeiro e Juliana Tozzi para ajudar as pessoas que tem a mobilidade reduzida e incentivar o turismo adaptado. Juliana também é cadeirante.

A ideia do projeto surgiu após Juliana desenvolver uma rara doença, durante o período de gestação. Ela perdeu a coordenação dos movimentos e teve de parar de praticar esportes de montanha que tanto amava.

Durante seis meses ela e o marido desenvolveram e construíram uma cadeira para trilhas e a batizaram de Juliette. O projeto ‘Montanha para Todos’ pretende distribuir gratuitamente as cadeiras nos parques nacionais, através de patrocinadores, para promover inclusão de pessoas com necessidades especiais.

“A doação desta cadeira adaptada para o Parque Nacional, estimula as pessoas com algum tipo de deficiência a fazerem o turismo adaptado”, disse.

Com 86 metros de queda d’água, cachoeira do Véu de Noiva é um dos cartões postais do Parque Nacional de Chapada (Foto: Dhiego Maia/G1) Com 86 metros de queda d’água, cachoeira do Véu de Noiva é um dos cartões postais do Parque Nacional de Chapada.

Com 86 metros de queda d’água, cachoeira do Véu de Noiva é um dos cartões postais do Parque Nacional de Chapada

O projeto Montanha para Todos foi idealizado e desenvolvido por Guilherme e Juliana. A cadeira adaptada recebeu o nome de Julietti e permite que as pessoas com deficiência possam realizar atividades na natureza sem qualquer custo.

“Eles desenvolveram uma cadeira adaptada para esses pacientes poderem realizarem esportes”, pontuou. A cadeira é adaptada para promover a pratica do Trekking/ Hiking no Parque Nacional.

Fonte: g1.globo.com

Cadeirantes reclamam de falta de acessibilidade em metrô e terminal de ônibus

SÃO PAULO – Passageiros com mobilidade reduzida reclamam da falta de elevadores na estação Anhangabaú do metrô e também no Terminal Bandeira, no centro da cidade.

Quem chega de ônibus no terminal precisa do auxílio de funcionários para descer as escadas rolantes e seguir para o metrô, localizado a poucos metros.

Depois, os cadeirantes precisam aguardar funcionários do metrô para conseguir acessar a plataforma.

O cadeirante Paulo Scarpelli depende do transporte público e relata a dificuldade para chegar até o metrô Bresser-Mooca, que fica no sentido da estação Corinthians-Itaquera.

“Sou morador da zona sul e usuário de cadeira de rodas e faço uso do transporte público diariamente. Expresso minha decepção junto à estação do metrô Anhangabaú e ao Terminal Bandeira. 

Um local de tão grande acesso e movimentação de pessoas e transporte, porém não dispõe de acesso e elevadores a pessoas com deficiência física”, desabafou.

Em algumas ocasiões, os cadeirantes precisam aguardar por um longo período a chegada de um funcionário que possa ajudá-los. O administrador Fábio Alcides confirma que não tem elevador para quem chega ao Terminal Bandeira e precisa utilizar o metrô.

“Não tem mesmo, eu passo diariamente pelo local e não tem elevador. Os cadeirantes dependem de funcionários para se deslocarem dentro do terminal e do metrô”, disse.

Demora e atrasos constantes

Paulo Scarpelli explica que, além da demora em ter auxílio, há também o receio em descer pelas escadas rolantes. “ Eu tenho dificuldade para acessar o metrô e o terminal,  tendo de esperar, às vezes, até meia hora para contar com a ajuda de um funcionário para que eu possa utilizar a escada rolante e fazer transferência.

Lembrando que na escada rolante está escrito para não usar esse serviço evitando acidentes”, lembrou Scarpelli.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) esclarece que o Terminal Bandeira – construído em 1996 – é um equipamento da Prefeitura de São Paulo, administrado pelo SPUrbanuss, que cuida, unicamente, dos serviços de manutenção, limpeza e segurança.

O Terminal Bandeira recebe, diariamente, cerca de 30 mil passageiros e perto de 300 ônibus, distribuídos em 20 linhas.

“O acesso ao Terminal e ao sistema metroviário é feito por meio de escadas rolantes e rampa e as pessoas com mobilidade reduzida são assistidas pelos funcionários do Terminal, de forma imediata”, complementou a nota.

Procurado o metrô informou que a estação Anhangabaú conta com um elevador em um de seus dois acessos e escadas rolantes em ambos.

“Aos usuários com mobilidade reduzida e Pessoas com Deficiência, o Metrô recomenda solicitar ajuda a um dos funcionários da estação, que estão plenamente capacitados para auxiliarem no embarque e desembarque dos passageiros”, ressaltou.

Fonte: brasil.estadao.com.br

 

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