Paralisia infantil, você sabe que é?

A poliomielite ou paralisia infantil, como é largamente conhecida, é uma doença fatal. Eu costumo dizer que ela vem para te matar. E quando não consegue (no meu caso), deixa uma lembrancinha em seu corpo.

Os sintomas da paralisia infantil é uma febre muito, muito alta. Quando tive essa febre aos seis meses de idade, meus pais rezaram muito para que eu não partisse dessa para a melhor. É nessa fase que ela mata as crianças.

Embora a poliomielite seja bem conhecida como paralisia infantil, ela também ataca os adultos. O caso mais famoso é o do presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt, que foi atingido pelo vírus da pólio aos 18 anos de idade. A partir daí, tornou-se cadeirante. Mas seguiu em frente e chegou à Casa Branca, tornando-se o único presidente americano a ser eleito em quatro oportunidades consecutivas.

vírus da paralisia infantilA imagem acima é do vírus da paralisia infantil. Olhando assim o danado até que é bonito (rsss). Mas além de mortal ele deixa sequelas terríveis no corpo de sua vítima. As principais sequelas da paralisia infantil são membros inferiores atrofiados. Mas também podem ser os membros superiores ou mesmo a musculatura torácica, o que em muitos casos acaba prejudicando o aparelho respiratório.  No meu caso, fiquei com as duas pernas bastante prejudicadas, o que sempre me impediu sequer de ficar em pé. Andar… nem pensar.

Paralisia infantil: modo de transmissão

O vírus da poliomielite se transmite pelo ar, pela água, ou por contato oral entre as pessoas. Ele entra e se aloja no intestino. A partir daí atinge a corrente sanguínea e vai atacar seu lugar preferido: o sistema nervoso central. Ele atinge os nervos que enviam comandos para os músculos (em geral os músculos das pernas). Em consequência, esses músculos ficam sem receber sinais do cérebro e, então, se paralisam, ficando atrofiados e sem forças.Em muitos casos, o corpo da criança fica muito torto e são necessárias várias intervenções cirúrgicas para tentar dar uma melhor postura à sua estatura. Em, por exemplo, fui operado cinco vezes. Fiquei engessado, usei aparelhos ortopédicos pesados, pois o material que havia na época era apenas ferro e aço.

A paralisia infantil hoje pode ser prevenida através da vacinação. Mas quando ocorreu a primeira vacinação em massa no Brasil, eu já estava com 15 anos de idade. Hoje essa doença foi erradicada de nosso país. Mas não podemos desconsiderar seu perigo, pois se cometermos qualquer deslize, ela volta. E volta com força.

O lugar mais atingido pelo vírus da paralisia infantil hoje é a África. Por lá, infelizmente, milhares e milhares de crianças são atingidas todos os anos.

A Fundação Bill e Melinda faz um fantástico trabalho para combater a poliomielite no continente africano. Todos os anos são destinados cerca de 200 milhões de dólares para as inúmeras campanhas de vacinação naquele continente. Este trabalho é de gigantesca importância e seus resultados positivos já começam a aparecer, milhares de crianças africanas já estão ficando livres do risco de serem atingidas por este tão terrível vírus.

Não dá para deixar de fazer aqui uma observação circunstancial. Enquanto nos Estados Unidos o sujeito sai do nada, fica multibilionário e depois doa 90% de tudo para o bem da humanidade, aqui no Brasil nossos empresários e políticos sugam todos os recursos do suado imposto pago pelo povo. Roubam tudo, de ambulância à merenda escolar. É vergonhoso. É desolador.

Vencendo a paralisia infantil

Eu sempre considerei que a pior sequela da paralisia infantil não são as marcas do corpo, mas a paralisia da vida. Sempre procurei viver plenamente, abundantemente. Sempre busquei todos os meus sonhos. Para isso encarei todos os obstáculos que a vida me proporcionou. Essa era a minha vida. Não adiantava ficar parado me lamentando, pois era assim que eu teria que viver. Então, arregacei as mangas e fui à luta, fui á vida.

Precisei superar muitos preconceitos da sociedade. Mas isso só me foi possível depois que eu superei meus próprios preconceitos. Há muitos cadeirantes e pessoas com outras deficiências que ainda estão presas ao auto preconceito. Se não passar dessa fase, a vida passa em brancas nuvens.

Minha dica é: erga a cabeça. Ame-se e será amado pela vida. Sorria para ela e ela sorrirá de volta. É preciso, sim, dar a volta por cima. Acredite, vale muito a pena. Portanto, vai cadeirante porque a vida é movimento.

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