Pessoa com deficiência e o mercado de trabalho

Pessoa com deficiência e o mercado de trabalho — O emprego para a pessoa com deficiência no Brasil é uma verdadeira olimpíada. Por que olimpíada? Por causa das inúmeras dificuldades e obstáculos. E, acima de tudo, porque para a pessoa com deficiência o emprego é uma verdadeira conquista, uma verdadeira medalha de ouro. Enquanto para as demais pessoas é apenas um emprego, para o deficiente é a vitória de uma luta desigual. Uma luta contra não apenas os obstáculos arquitetônicos, mas contra a maior de todas as barreira: o preconceito.

O dia que os empresários entenderem isso, certamente vão contratar mais pessoas com deficiência, pois são as mais dedicadas e fiéis que ele pode encontrar no mundo. Quem vê o trabalho como uma conquista vai dar tudo de si para produzir o melhor resultado. Porém, o preconceito do empresariado não o permite enxergar que uma pessoa com deficiência seja capaz de produzir resultados espetaculares. Mas se nunca oferecer uma oportunidade, jamais ficará sabendo dessa esplêndida potencialidade.

 2. As primeiras barreiras da jornada

primeiras barreiras

Lembro-me que minha primeira barreira para conseguir meu primeiro emprego foi a locomoção. Na minha época não existiam rampas em lugar nenhum. Os ônibus também não tinham elevadores. Eu precisava sempre da ajuda de amigos para me levar e buscar no trabalho. Em todo lugar aonde eu chegava existiam escadas. E para chegar ao local onde consegui minha primeira oportunidade eu precisava vencer todos os dias 48 degraus de escada (história completa no livro O Menino Sonhador). O que o empresariado precisava ver é isso. Enquanto os demais reclamam do emprego, a pessoa com deficiência luta com unhas e dentes por ele. Nós cadeirantes não olhamos para o trabalho apenas como um emprego, mas como uma gigantesca conquista, pois são muitos os obstáculos que precisamos vencer todos os dias.

Hoje, apesar das rampas que vão surgindo cada vez mais, apesar de os ônibus possuírem elevadores, a luta ainda é muito árdua. Vários e vários motoristas se recusam a parar o ônibus quando percebem um cadeirante no ponto. Quando um deles para, ou não sabe operar o equipamento ou este está estragado. Quanto às rampas, quase sempre estão bloqueadas por carros estacionados bem na frente delas. Quando não é isso, são bicicletas e até vasos de plantas ornamentais. Os obstáculos estão a cada metro do caminho de um cadeirante no Brasil.

3. Pessoa com Deficiência e a Lei de cotas

Lei de cotas

Em 24 de julho de 1991 foi promulgada a lei 8213, que garante uma cota para as pessoas com deficiência dentro do quadro de funcionários das empresas, na seguinte proporção:

– até 200 funcionários……………… 2%
– de 201 a 500 funcionários……….. 3%
– de 501 a 1000 funcionários……… 4%
– de 1001 em diante funcionários… 5%

Muitos já me questionaram a razão da existência dessas cotas. Ora, elas existem para compensar todas as gigantescas dificuldades apresentadas nos parágrafos anteriores deste texto, que impedem uma disputa em igualdade de com dições.

Essas cotas são cumpridas?

Não. As empresas alegam que não encontram pessoas com deficiência devidamente qualificadas para os cargos que elas oferecem. Em parte é verdade. Mas apenas em parte. O que há mesmo é um baita preconceito. Quando o Ministério Público entra na jogada, essas empresas rapidamente encontram pessoas com deficiência qualificadas.

Eu disse acima que em parte o argumento das empresas era verdadeiro. Isso porque o Estado brasileiro não tem nenhum compromisso com a educação, o que deixa a maioria da população sem qualificação profissional. Dentre essa maioria também estão as pessoas com deficiência. Ou seja, falta de qualificação acadêmica e profissional não é uma exclusividade do deficiente físico, como maldosamente querem nos fazer crer algumas empresas.

 4. A produtividade da pessoa com deficiência

Pesquisas já comprovaram a altíssima produtividade das pessoas com deficiência no trabalho. Como o trabalho é encarado por nós como uma conquista, dedicamo-nos ao máximo, cheios de prazer e vontade. Ainda há o fato de não ficarmos saindo a todo instante de nosso local de trabalho para simplesmente engolir o tempo, como notadamente fazem muitos e muitos andantes.

Pela dedicação, pela fidelidade, pela alta produtividade nenhuma empresa que contratou um deficiente físico até hoje se mostrou arrependida. Ao contrário. Conheço casos de empresários que depois da primeira contratação, ampliaram as oportunidade para índices bem acima das cotas exigidas por lei.

5. Alternativas de trabalho oferecidas pela internet

O advento da internet mudou tudo no mundo. Mudou tudo na humanidade, na vida profissional e pessoal de todos nós. Hoje, muitos cadeirantes e demais pessoas com deficiências estão encontrando excelentes oportunidades de ganhar a vida pela rede mundial de computadores.

Para o cadeirante em especial, isso veio a calhar, pois evita toda a árdua luta de se locomover pelas cidade totalmente inacessíveis de nosso Brasil. De dentro de casa, o deficiente físico, através do computador, executa os mais diversos trabalhos e abocanha uma renda, em muitos casos, maior do que a renda da família inteira. Isso é mais do que possível, é provado!

Um dos trabalhos mais populares hoje na internet é o marketing de afiliados. Há pessoas vivendo muito bem disso, e há até aquelas que conseguem obter rendimentos bastante elevados, bem além do que um dia poderiam imaginar. Há muitas e muitas oportunidades. Vou deixar uma pequena dica para quem deseja conhecer o assunto: clique aqui, vá à luta e boa sorte!

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