Preconceito contra deficientes, nossa maior barreira

Preconceito contra deficientes, nossa maior barreira – nem de longe as barreiras arquitetônicas são as maiores na vida de um cadeirante, na vida de uma pessoa com deficiência. O maior entrave sempre foi o preconceito e a discriminação. O preconceito contra as pessoas com deficiência tenta varrê-las para debaixo do tapete como se humanas não fossem.

Preconceito contra deficiente físico atrasa o seu crescimento profissional

Eu conheço na pele esse maldito preconceito contra deficientes. Ele retardou em muito a minha entrada no mercado de trabalho. Depois ele retardou e tentou impedir meu progresso dentro das empresas onde eu trabalhei.

Muitas pessoas não gostam de ser subordinadas hierarquicamente a uma pessoa com deficiência. Elas nos consideram seres inferiores. E isso desperta uma ira, uma inveja. Ou seja, se sentem superiores como podem obedecer ordens de alguém tido como inferior?

O preconceito ocorre contra todos os tipos de deficiência. A discriminação contra deficientes físicos se dá de modo bem disfarçado. Ela se manifesta com um tratamento falsamente carinhoso. Ali já começam a te colocar como inferior ao te considerar uma pessoinha frágil, um coitadinho. E se você é coitadinho como poderá desempenhar qualquer função profissional?

Preconceito no trabalho ocorre principalmente se você estiver postulando um cargo maior, uma promoção, é nessa hora que a reação dos colegas vem à tona. Muitos vão à chefia para dizer que você não pode ser promovido em razão de sua deficiência física. Mesmo você já tendo provado até para o Papa toda a sua capacidade dentro da empresa. É cruel, mas acontece com bem mais frequência do que você possa imaginar.

Discriminação contra deficientes físicos é algo, infelizmente, impregnado em nossa sociedade latino-americana. No decorrer de cinco séculos sempre fomos usados por diversas religiões para a demonstração da bondade alheia. Como se alguém fizesse um favor ao nos aceitar como iguais, ao nos permitir o convívio, a existência.

Infelizmente esse preconceito está presenta até em cabeças de pessoas estudadas, formadas em universidades. Chega a ser inacreditável, surreal. Mas existe. Entretanto, jamais pense em jogar a toalha. Lute sempre. Lute firme. Eu já ganhei e já perdi. Mas venci. E você também pode (e vai) vencer!

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